quinta-feira, 6 de maio de 2010

A Ciência Espírita

Por Victor Rebelo

Os fundamentos que compõem a base da doutrina espírita foram passados por espíritos através da mediunidade. Ainda que os graus de sintonia espiritual sejam variados, para que alguém possa ser considerado médium, sua mediunidade deve se apresentar de forma ostensiva, ou seja, bastante clara. Portanto, nem todos os espíritos que reencarnam são preparados e terão condições para atuarem como médiuns de forma ostensiva, porém, todos possuem, ainda que em grau quase imperceptível, a mediunidade, pois isso é algo inerente ao espírito.

Povos antiquíssimos, como os africanos e os indígenas, praticavam seus rituais, em que o sacerdote da tribo, também conhecido como pajé ou xamã, em sintonia com determinadas forças da natureza, entrava em estado de êxtase profundo (animismo) e outras vezes, tornava-se passivo às influências de algum espírito que através dele se manifestava (mediunismo), trazendo esclarecimentos espirituais e materiais de grande importância para toda tribo. Infelizmente, grande parte destes ensinamentos espirituais foi se perdendo ao longo dos milênios e, do que restou, muito foi deturpado por outros povos colonizadores. Isso aconteceu e ainda acontece com povos e culturas do mundo todo. Portanto, médiuns existiram, existem e existirão em todas as religiões e fora delas, ainda que estes não aceitem ou não saibam a respeito de sua mediunidade.

No século XIX houve uma grande onda de manifestações mediúnicas em todo mundo nos EUA e Europa. Ocorrências de ruídos estranhos, pancadas em móveis e paredes, objetos que se moviam, flutuavam ou eram arremessados no ar sem causa aparente se tornaram frequentes.

Nesta época, um dos fenômenos mediúnicos mais comuns era os chamados raps, golpes e pancadas, geralmente fortíssimos, que produziam um barulho estrondoso. No início, acreditava-se que estes golpes eram produzidos por alguma causa material, como a dilatação da matéria ou algum fluido oculto acumulado na mesma, porém, com o tempo, estas hipóteses foram sendo abandonadas pela maioria dos pesquisadores.

A ciência espírita tem como base a experimentação, ainda que, oficialmente, não seja reconhecida.
No início de seu desenvolvimento, grandes pesquisadores, reconhecidos mundialmente, se proporam a estudar e experimentar os fenômentos espíritas com o objetivo de ridicularizar o Espiritismo, porém, conforme se aprofundavam em suas pesquisas, ficavam cada vez mais convencidos da veracidade dos fatos. Isto aconteceu com o próprio Kardec, que foi quem desenvolveu os fundamentos básicos da doutrina.

Atualmente, a mediunidade e a sobrevivência da alma após a morte do corpo têm se tornado temas de pesquisas de um número cada vez maior de universidades. Aos poucos, o preconceito está sendo vencido e a verdade triunfará, independente de qualquer segmento religioso.

Leia mais sobre reencarnação e ciência espírita na Revista Cristã de Espiritismo, edição 80.

Mais artigos no site da revista: www.rcespiritismo.com.br

2 comentários:

adriano lauri disse...

Minha querida,
Bem suscinto seu artigo, e até mesmo elucidativo em alguns pontos, ratificando a postura Espírita de análise, mas jamais julgamento, das manifestações mediúnicas em outras áreas.
Permita-me apenas um comentário para elucidação maior, Segundo o Espiritismo a mediunidade não é atributo do Espírito, mas sim da constituição fisiológica, dizendo melhor, é qualidade ou faculdade humana, entendendo-se para que se processe o ato mediúnico, a necessidade da interação dos dois agentes, Espírito e Corpo humano com a Alma....

muita paz!

Regina disse...

olá Adriano.
Este exerto de artigo está na revista cristã de espiritismo, escrito por Victor Rebelo, a intenção foi direcionar para a leitura do artigo como um todo que está no link junto ao texto.

Paz e Bem